O que fazer em São Paulo | Um fim de semana diferente

Sair da rotina é com a gente mesmo. Gostamos de fugir do óbvio e do tradicional. Gostamos do novo, do inusitado. Nossa última visita em São Paulo foi assim, um misto do turismo clichêzão, com mais duas atrações incríveis para um bate e volta da capital.

Já conhecíamos São Paulo, mas com olhares empreendedores e no ritmo desenfreado dos negócios. Sempre chegamos em terras paulistas a trabalho e nunca conseguimos aproveitar o que a cidade tem de melhor para nos oferecer. Dessa vez foi diferente. Separamos um final de semana prolongado e partimos, prontos para conhecer o famoso Beco do Batman, andar de olhos arregalados pela Sé e saborear as delícias orientais da Liberdade. Mas queríamos mais. Depois de muito pesquisar, descobrimos dois cantinhos incríveis próximos a São Paulo e que poderíamos conhecer tranquilamente em um bate e volta: um templo budista e um borboletário.

DE CURITIBA A SÃO PAULO DE CARRO

Saímos de Curitiba cedinho, na sexta feira. Pegamos a estrada rumo a São Paulo, pela BR-116. Neste trajeto, passamos por seis pedágios, cada um deles custou R$ 3,20. A estrada é bem esburacadinha e cheia de caminhões, mas conseguimos seguir com um bom ritmo até a capital. Levamos quase seis horas, com aquela parada obrigatória no Graal para um lanchinho.

pedágios de curitiba a sao paulo

Se você ainda não conhece o Graal, prepare-se. Lá você vai encontrar uma infinidade de opções para comer, mas vai precisar deixar um rim para pagar. Então não se anime demais com a variedade.

O gps é item essencial para quem quer conhecer São Paulo de carro. Dessa vez, com mais tempo e em ritmo de turista, conseguimos não nos perder. Chegamos e estacionamos tranquilamente no famoso bairro oriental, a Liberdade. Pagamos R$ 20,00 o período em um estacionamento que ficava há duas quadras da rua principal.

O CANTINHO MAIS ORIENTAL DE SÃO PAULO

Conhecer o bairro da Liberdade estava na nossa lista há muito tempo. Quando chegamos, não sabíamos pra onde olhar. Tudo por lá chama atenção, desde a multidão andando pelas ruas, até as lojinhas recheadas de coisas baratinhas e inúteis, mas que a gente sempre quer. Como costumo dizer, aquele monte de nadas que não sabemos como vivemos sem até o momento.

Liberdade em São Paulo

Caminhamos entre a multidão, visitamos inúmeras lojinhas, conhecemos o jardim oriental que mais parece o quintal de uma casa, olhamos curiosos para dentro dos restaurantes e folheamos diversos cardápios em busca do que almoçar.

Ruas da Liberdade

Jardim Oriental Liberdade

Escolhemos um restaurante que ficava em uma das ruas secundárias, mais afastadinho do agito. Almoçamos no Yamamoto. Como não gostamos de frutos do mar e não somos da turma do sushi, escolhemos um prato quente que todo mundo conhece, o Yakissoba. Pedimos também um Gohan, que nada mais é que arroz branquinho, bem empapadinho. Eu sou apaixonada por ele. A comida estava bem saborosa e foi super barata. Nossa conta, com um Yakissoba para duas pessoas, um Gohan e duas latinhas de refri ficou R$ 50,82.

Restaurante Liberdade

Restaurante Yamamoto

Yakissoba no Yamamoto

Uma das coisas que mais amo dessas comidinhas orientais é o Melona. Tenho quase certeza que ele nem é tradicional lá daquelas bandas asiáticas, mas é uma delícia e sempre que encontro, compro. É um picolé de melão (agora tem de morango e banana se não me engano), muito saboroso e cremoso. Vale a pena experimentar.

Melona na liberdade

TEMPLO ZU LAI

Para continuar nesse clima asiático, aproveitamos o restinho da sexta para conhecer o Templo Zu Lai, que fica em Cotia, região metropolitana de São Paulo. Levamos uma hora e meia mais ou menos para fazer 45 km, da Liberdade até o templo. O trânsito de São Paulo é famoso pela sua lentidão e pelo volume de carros. Só posso dizer que toda essa fama faz jus.

Estacionamento Templo Zu Lai

Estacionamento Templo Zu Lai

Para estacionar no templo é bem tranquilo. O estacionamento é amplo e muito bonito, mas a entrada no templo é um pouco confusa. Ao lado do estacionamento demos de cara com um lago, rodeado de verde e uma ponte oriental.

Jardim Tempo Zu Lai

Ponte Templo Zu Lai

Intuitivamente, pra lá que fomos, esperando passar a ponte e encontrar o caminho para o templo. Belo engano. Belo mesmo, pois por esse caminho, encontramos um lindo jardim, rodeado de bambus e estátuas de Buda. Também passamos por diversos monges, que limpavam as estátuas em silêncio, sem interagir com o público tagarela que passava por ali. Muitos tentaram se comunicar, porém, sem sucesso. Eles continuavam ali, concentrados e dedicados àquela tarefa.

Jardim de Bambu Templo Zu Lai

Seguimos pelas ruas em curvas, até o topo, onde encontramos um grupo de monges conversando. Opa! Esses estão se comunicando, então podemos perguntar se falta muito para chegar no templo. E adivinhe? Era lá embaixo. O passeio até ali valeu a pena, era muito bonito e transmitia uma paz incrível. Mas precisávamos descer, voltando para o estacionamento, onde encontraríamos o caminho certo. Na própria rua que chegamos com o carro, quase em frente ao lago, tem uma subidinha, que só é possível fazer a pé. Essa é a entrada correta.

Entrada Templo Zu Lai

Alguns metros depois, começamos a avistar a estrutura do templo, que fica mais ao alto. Embaixo, uma fonte com uma imagem que achamos ser de Tara, a imagem feminina de Buda. Se você é conhecedor da cultura Budista, conta pra gente se estamos certos.

Acesso Tempo Zu Lai

Buda Templo Zu Lai

Subindo algumas escadas, chegamos em um pátio incrível, onde conseguimos ver toda a arquitetura do templo. A visitação acontece na parte superior, onde estão as Salas do Grande Herói. Na parte externa da sala principal, encontramos uma espécie de caldeirão, onde os visitantes depositam seus incensos, depois de acesos.

Pátio Templo Zu Lai

O Templo Zu Lai

Como admiradora do budismo, participei de uma pequena cerimônia, onde recebi um incenso e algumas instruções. Me mostraram como segurar o incenso, como dispor os dedos e sugeriram que focasse em coisas positivas, enquanto levava o incenso até o centro da cabeça, em direção a minha testa. Depois, coloquei o incenso aceso no caldeirão, para que ele continuasse queimando. O momento foi bem curtinho, mas extremamente intenso. Resumindo, a filosofia do uso do incenso no budismo tenta reproduzir a vida humana. Devemos aproveitar o tempo enquanto podemos, para se fazer o bem e espalhar boas ações por todos os locais que passamos, sempre nos lembrando que, assim como nossos ancestrais, um dia iremos partir desta vida.

Cerimônia Templo Zu Lai

Cerimônia Templo Zu Lai

Nossa tarde foi incrível. O Andre já havia visitado um templo budista em uma viagem que fez à China, mas eu nunca tinha ido e adorei. Independente da sua religião, a visita vale muito a pena. O espaço é acolhedor e transmite muita paz.

Sala do Herói

Buda

Aos sábados, domingos e feriados, o refeitório é aberto ao público e serve buffet livre com pratos quentes e frios. Custa R$ 30,00 por adulto e R$ 22,00 para crianças. Para quem vai com crianças, ao lado do refeitório tem um playground bem bonitinho.

Playground criancas

O templo é aberto a visitação de terça à sexta, das 12h às 17h. Sábados, domingos e feriados das 9h30 às 17h e nas segundas fica fechado. A entrada e o estacionamento são gratuitos. Aos domingos, eles oferecem prática de Tai Chi pela manhã.

Para mais informações, você pode acessar o site do templo, clicando aqui.

BORBOLETÁRIO ÁGUIAS DA SERRA

No sábado cedinho, saímos para conhecer o borboletário. Só tem um detalhezinho: eu moooorro de medo de borboleta. É, borboleta! Mas, como boa capricorniana que sou, desistir não é comigo. Peguei todo meu medo, guardei bem guardadinho e fui.

O Borboletário Águias da Serra fica dentro do novo polo de ecoturismo de São Paulo, em uma área de proteção ambiental do Parque Estadual da Serra do Mar, na zona Sul. Do nosso hotel, em Cidade Monções, até o borboletário, foram 45 km, que fizemos em um pouco mais de duas horas. Trânsito famoso de São Paulo atacando outra vez.

Chegamos lá às 11h00 e fomos muito bem recepcionados. Logo no portão deixamos o nosso nome e a placa do carro e estacionamos logo em frente.  O estacionamento custa R$ 10,00 e tem seguro.

Entrada Borboletário

Identificação Borboletário

Estacionamento Borboletário

O espaço é lindo e espanta pelo tamanho. A gente achava que ia encontrar apenas um espaço para interagir com as borboletas, o que já seria uma baita aventura. Mas que nada! O parque é recheado de atrações e atividades para todas as idades. Tem um riozinho para passear de caiaque, muita área verde para a criançada correr livre e soltar pipa, uma piscina para os dias de calor, parquinho para as crianças e um labirinto gigante. Tem minigolfe, lago para pesca, quadra de bocha, vôlei e futebol. Tem até espirobol.

Rio para pratica de caiaque
Rio para prática de caiaque
Labirinto gigante
Labirinto gigante
Parquinho para as crianças
Parquinho para as crianças
Quadra de vôlei
Quadra de vôlei

Tem também um espaço para acampamento, com beliches e chuveiro a gás, normalmente usado por escolas. Tem atividades com horário fixo, como trilha na mata, jogo de quadribol, oficina de circo, piscina de lama e oficina de foguetes.

Dormitórios

Beliches no dormitório

O restaurante é um capricho e a comida estava muito cheirosa. Só não almoçamos pois já tínhamos nos programado para comer o famoso sanduíche de mortadela no mercadão. O almoço é no estilo buffet livre e custa R$ 35,00 por pessoa, com comida caseira.

Salão do restaurante

Comida caseira

Depois de conhecer todas essas áreas, chegou a tão temida hora. Juro pra vocês que eu estava tão ansiosa e com tanto medo, que tremia feito gelatina. A cada passo que dávamos era uma descoberta e um suspiro de nervoso. Depois de passar por um portal muito bonito, entramos em um caminho feito com árvores e arbustos, onde encontramos diferentes painéis com informações bem legais da vida das borboletas. Outro suspiro. Chegamos em uma estrutura onde a equipe do parque cuida dos casulos, que eles chamam carinhosamente de berçário. Aqui fomos recepcionados pelo Guilherme, o guia que milagrosamente conseguiu me acalmar com explicações bem detalhadas e me fez passar a mão em uma lagarta. Fofiiiinha demais, gente! Ao contrário do que parece, ela é bem macia e fofa como uma almofada. Parece de pelúcia.

Entrada para o borboletário

Paineis informativos

Guia explicando sobre as borboletas

Guia explicando sobre as borboletas

Guia explicando sobre as borboletas

Tá, chega de enrolar, né? Mais um suspiro e seguimos. Para chegar no espaço onde as borboletas estavam, tivemos que passar por um túnel escurinho, com um portão de metal ao fundo. Quando abrimos aquele portão, meu coração parecia que ia saltar pela boca. Fiquei sem ar, nem conseguia falar direito. Meus olhos brilhavam, vendo as danadinhas voarem ali, tão pertinho de mim. Um misto de medo e felicidade. De longe, ouvia várias crianças brincando e relatando o que a borboleta estava fazendo no dedinho delas. NO DEDINHO. Gente, as crianças pegaram as borboletas. Força, Suelen!

borboletas

A guia, experiente que era, viu o medo nos meus olhos e nas minhas mãos, que eu apertava uma contra a outra, sem dó. “Vem cá que vou te ajudar a perder o medo”, ela disse toda segura de si. Sem pensar muito, virou e se enfiou no meio das flores. Segundos depois, ela estava de volta, com uma BAITA borboleta na mão e veio em minha direção. Me pediu então para estender o dedinho, que ela passaria um líquido para a borboleta ficar sugando enquanto eu era encorajada a perder o medo.

Borboleta no dedo

Primeiro, me fez passar o dedo nas asinhas, para sentir como era macia. Depois, estiquei o dedo e fechei os olhos. Aí lembrei que eu precisava gravar, para mostrar pra vocês. Abri os olhos e ela já estava ali, acomodada em mim, sugando delicadamente o suquinho que estava no meu dedo. Como era linda! A cada bater de asas, aquele azul intenso aparecia. Lembrei que eu tinha que respirar. Um suspiro profundo e consegui falar. “Andreeeee, vem pegar ela!” Tiramos uma foto rapidinho, juntinhos, nós e a amiga borboleta. Consegui! Segurei uma borboleta em uma mão e meu coração em outra.

Pegamos uma borboleta

O espaço é repleto de borboletas voando. São poucas espécies, é verdade, mas é lindo mesmo assim. Os guias são queridos demais e super pacienciosos. Tudo muito bem cuidadinho e caprichado.

A entrada no parque custa R$ 44,90. Idosos, professores (infantil e fundamental) e estudantes pagam meia. Criança até 2 anos não pagam. Todas as atividades estão inclusas no ingresso. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão de débito.

Super indicamos o Borboletário Águias da Serra para passar um dia com a família, aproveitando a natureza. Se você quiser mais informações, pode acessar o site clicando aqui.

FIZEMOS UM VÍDEO SOBRE A NOSSA VISITA NO BORBOLETÁRIO. CLICA AQUI E VEM CONFERIR!

BECO DO BATMAN

Na zona oeste de São Paulo, as vielas da Vila Madalena ganham a atenção de turistas do mundo todo. Um dos passeios clichês que fizemos, que valeu muito a pena, foi conhecer o Beco do Batman.

As artes estão em diversos pontos das vielas, mas a mais famosa e mais movimentada é entre as ruas Gonçalo Afonso e Medeiros de Albuquerque. São pinturas incríveis, em grafite, espalhadas pelas paredes, com as mais variadas cores e estilos.

Beco do Batman

Como as vielas são estreitinhas e em curvas, as fotos ficam incríveis e você não atrapalha os coleguinhas que também estão em busca do click perfeito. Nós chegamos às 10h15 da manhã, um horário que ainda não estava tão movimentado, mas minutos depois, o movimento triplicou.

Vielas do Beco do Batman

Além das paredes repletas de arte, encontramos também uma Kombi toda estilosa, postes coloridos, portões cheios de estilo e até canos expostos, com pinturas pra lá de coloridas.

Poste com arte

Kombi com arte

Pelé e Batman

Arte no Beco do Batman

Arte no Beco do Batman

Arte no Beco do Batman

Arte no Beco do Batman

Também visitamos a Escadaria do Patapio, que depois de revitalizada, lembra a famosa Escadaria Selarón, no Rio. Conseguir uma foto ali foi a tarefa mais difícil da viagem (Mentira! Foi segurar a borboleta!). Muita gente subindo e descendo, parando no meio para ver a gente tirando foto. O jeito é ter paciência, sentar e esperar, pronto para apertar o botão da câmera.

Escadaria Patapio

Como o local é público, não tem custo. Um belo de um passeio free. Nós estacionamos na rua mesmo, foi super tranquilo.

UM PASSEIO PELA SÉ

Confesso que conhecer essa região da cidade foi uma mistureba de sentimentos. A aventura já começou para estacionar o carro. Os estacionamentos ali por perto pedem pra você deixar o rim. A média de valores que achamos foi de R$ 45,00 para duas horinhas. Rodamos, rodamos e decidimos deixar na rua mesmo. Paramos em uma rua quase ao lado da Catedral e fomos andando.

O cheiro por ali é horrível. Uma mistura de sujeira, esgoto e urina. Forte, bem forte. Em vários momentos fiquei com ânsia de vômito. E dá uma pena, o lugar é lindo, a arquitetura é de cair o queixo, mas o cheiro nos fez olhar tudo rapidão, para sairmos logo dali. A quantidade de moradores de rua espalhados pela praça também assusta e traz uma certa insegurança, pois eles chegam sem muita educação, te abordam pedindo dinheiro ou um prato de comida.

Praça da Sé

Para chegar na Catedral da Sé, passamos pelo Marco Zero de São Paulo, entre Palmeiras enfileiradas. Nessa região está a maior concentração de moradores de rua, usuários de droga e algumas pessoas fazendo protestos em microfones, bem na porta da Catedral.

Catedral da Sé

Catedral da Sé

A Catedral é linda por dentro e por fora. Não imaginávamos que seria tão grande. Ela é imponente, considerada a maior igreja da cidade de São Paulo e um dos cinco maiores templos góticos do mundo. Em seu interior, um dos maiores órgãos da América Latina. No dia que fomos, tinha uma orquestra tocando. O som ecoava por toda a catedral, de arrepiar a espinha. Uma pena termos chegado bem no fim.

Catedral da Sé por dentro

Catedral da Sé por dentro

Catedral da Sé vitral

Catedral da Sé

Catedral da Sé vitral

Em todas as portas da Catedral encontramos seguranças, que não deixavam os moradores de rua entrar. Sabemos que teoricamente, igreja é um lugar onde todo mundo pode frequentar, independente de sua classe, raça ou religião, mas a situação do lado de fora já estava bem crítica, então só de imaginar aquele cheiro ali dentro, na Catedral fechada, já era assustador.

MERCADO MUNICIPAL

Quem é que nunca ouviu falar do sanduíche de mortadela do famoso mercadão? A gente morria de vontade de experimentar e aproveitamos.

Mercadão de São Paulo

Chegamos por volta das 15h30 e o movimento estava bem intenso. No primeiro piso, frutas e verduras de todos os tipos imagináveis. Em nossas pesquisas por esse mundão digital, lemos muito sobre como os vendedores são insistentes, grosseiros e muitas vezes, desonestos. Como não paramos para provar nada, não tivemos essa experiência. Vimos sim, eles abordando muita gente, chamando para provar as frutas. Isso tinha em todas as barraquinhas.

Mercadão de São Paulo

Mercadão de São Paulo

Mercadão de São Paulo

Mercadão de São Paulo

Mas a gente tinha um foco, lembra? Sanduíche de mortadela. Vimos alguns restaurantes que serviam, ali no primeiro piso mesmo, mas nada nos chamou atenção. Fomos para o segundo piso e o cheirinho ali estava divino. O movimento também não se comparava ao piso inferior, tinha muiiiita gente. As filas para conseguir uma mesa estavam imensas. No restaurante que queríamos comer, a fila de espera estava em mais ou menos 2 horas. Desistimos, fomos para o vizinho, que também estava servindo sanduíches bem desejáveis. Esperamos bem pouquinho, cerca de 15 minutos e já conseguimos uma mesa.

preços Mercadão

Pedimos dois chopes (R$ 9,90 cada) e dois sanduíches de mortadela (R$ 25,00 cada). O chopp estava geladinho e o sanduíche, que pedimos quentinho, uma delícia! A mortadela super saborosa, o queijo derretendo. Huuuuum!

Sanduíche de Mortadela

Sanduíche de Mortadela

Como estava muito quente, ficamos mais um tempinho ali, tomando outro chopinho e admirando a estrutura do mercadão que é linda. Além do sanduíche de mortadela, outro famosão por ali é o pastel de bacalhau. Como não somos fãs de frutos do mar, deixamos pros coleguinhas.

ONDE COMER

Pizza na Mão
Na primeira noite do nosso final de semana em São Paulo, pedimos ajuda dos nossos leitores e recebemos várias dicas legais de onde comer a noite. Escolhemos a dica da Gislaine (@gislainecharles) e fomos conhecer a Pizza na Mão, que fica no Jardim Paulista.

Quando chegamos, já nos encantamos com o espaço. Do lado de fora, mesinhas aconchegantes, prontas para um bom bate papo. Dali, conseguíamos ver os pizzaiolos dançando com os discos de massa, que logo virariam uma deliciosa pizza, assadas no forno à lenha.

Pizza na Mão

A proposta da casa é simples e apetitosa: nada de garfo e faca. O prazer ali, é comer a pizza com a mão, da forma mais despojada, se lambuzando com o queijo derretido e o molho suculento. As pizzas chegam à mesa cortadinhas, servidas em uma plataforma de madeira, que deixa o prato mais alto.

Pizza servida no suporte de madeira

São mais de 50 sabores. Para nós, amantes de uma boa pizza, abrir o cardápio e não conhecer mais da metade deles, foi surpreendente. O cardápio da casa é especial, com sabores realmente diferentes e que dão água na boca.

Você pode escolher até 4 sabores, que serão cobrados conforme o preço de cada sabor do cardápio. Nós ficamos com a Calábria – linguiça artesanal tipo calabresa, coberta com uma nuvem de parmesão e um toque de manjericão – e a Quatro Queijos – mussarela, catupiry, parmesão e roquefort.

Pizza Calabria na mão

Para acompanhar, fomos de chopp claro.
A pizza grande custa entre R$ 70,00 e R$ 90,00. Não é muito mais caro que em Curitiba, onde moramos, mas a experiência é muito mais divertida.

Chopp claro

La Guapa

Depois da nossa road trip pela Patagônia Argentina, além da saudade das belas paisagens, nos sobrou também uma saudade imensa das empanadas, que por lá, até em postos de gasolinas eram saborosíssimas. Por aqui, ainda não havíamos encontrado nada parecido. Então, nada melhor que provar a receita da renomada Masterchef Paola Carosella, no La Guapa.

A cafeteria é uma graça, com uma decoração simples, mas elegante, no estilo industrial. Nós adoramos. O cheirinho lá dentro é incrível e dá água na boca antes mesmo de vermos as famosas empanadas.

La Guapa

No menu, uma variedade grande de sabores. São 10 variedades, sendo 9 salgadas e uma doce, cada uma com um formato diferente. O pedido é feio no balcão, em fila, onde você já faz o pagamento. Confesso que isso fez a gente não pedir mais, pois teríamos que passar por todo o processo novamente. Se o pedido fosse feito na mesa e o pagamento feito só final, teríamos consumido muito mais. Ela deve ser assessorada pelo anjo da magreza.

Elas são torradinhas

Nós escolhemos a Salteña, que é a clássica de carne, azeitonas, ovo caipira e batatas, a Pucacapa, que vai muita cebola caramelizada levemente apimentada e queijo derretido e a Porteña que é uma suculenta combinação de dois queijos com tomate assado e manjericão fresco. São deliciiiiiiosas e lembram sim, as originais.

Empanadas da Chef Paola Carosella

Empanadas da Chef Paola Carosella

Empanadas do La Guapa

Salsa verde e pimenta Guapita

Nos balcões, salsa verde e pimenta Guapita, molho da linha orgânica da Chef Paola.

Tudo muito caprichado e com gostinho de quero mais.

Eataly

Amante da cultura italiana que sou, já estava louca para conhecer esse cantinho em São Paulo já faz algum tempo. Antes de pegarmos a estrada e voltarmos para Curitiba, fizemos nossa última parada aqui.

O espaço é grande, bonito, repleto de cheiros bem típicos da culinária italiana, mas é muito, muito, muito cheio. Como fomos no feriado da Páscoa, acredito que cruzamos com toda aquela gente que deixou para comprar a lembrancinha da família de última hora e acabou caindo ali, já que a variedade de produtos é grande e os preços são atrativos. Nós mesmos garantimos algumas lembrancinhas para a família.

Eataly SP

Eataly SP andar inferior

No andar de baixo, uma variedade boa de produtos importados, espalhados em gôndolas, ao centro do galpão. Nas laterais, lojas e restaurantes de massas, frios, pizzas, vinhos, focaccia e muito mais. No andar de cima, restaurantes mais reservados e mais algumas lojas.

Focaccia Eataly

Vinhos Eataly

Chegamos as 14h e os restaurantes ainda estavam com filas imensas. Escolhemos um deles, no andar de cima, o Rossopomodoro. Mas não se iluda, não vai ser fácil assim achar o restaurante que estamos te indicando aqui. A sinalização lá não é das melhores e para descobrir qual o restaurante e o que ele serve, só pedindo muita licença até chegar ao menu impresso, na entrada do restaurante, para conferir o que é servido. Para facilitar, esse que escolhemos é bem no cantinho, no andar superior, bem em cima da entrada do Eataly.

A área do restaurante é “demarcada” com cordas ao redor da mesa, para que um corredor fique livre para que o público continue caminhando por ali. Isso atrapalha um pouco e tira aquele clima gostoso para uma pizza e um bom vinho, sabe? O espaço fica bem reduzido e o barulho bem alto. Temos que subir a voz, desviar o rosto da buzanfa do garçom que está servindo a mesa ao lado, encolher os braços para que não esbarre no vizinho e afinar a garganta para conseguir chamar o garçom e fazer o pedido.

Pizza Eataly

Conta Eataly

A comida era boa, a pizza estava muito saborosa, mas achamos o preço bem salgado e o ambiente bem confuso. Não voltaríamos. Nesse caso trocamos tranquilamente uma pizza por uma empanada com gostinho de quero mais da La Guapa.

São Paulo tem inúmeros cantinhos para conhecer, a cidade é enorme. Infelizmente no centro da cidade temos que ter cuidado redobrado, mas isso não torna o passeio impossível. Com calma e os devidos cuidados, conseguimos um olhar diferente dessa cidade que nunca para.

E você, o que mais gosta em São Paulo? Conta pra gente!

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